JUSSARI: QUEM MATOU O PREFEITO VALDENOR CORDEIRO?


Valdenor foi encontrado morto no dia 1º de janeiro de 2005


Valdenor Cordeiro da Silva, foi assassinado em 02 de janeiro de 2005, um dia após a sua posse como Prefeito de Jussari. No dia do óbito ou no dia seguinte, um dos peritos que esteve no imóvel e viu o corpo e o local do crime, de prenome Agamenon, asseverou em entrevista na TV Santa Cruz, não ter dúvida de que ali se tratava de um homicídio.

Na data de hoje – 13.03.14, cumprindo uma determinação do Juiz da Vara do Júri de Itabuna, que atendeu a pedido do Ministério Público, ocorrerá uma reconstituição do crime na cidade de Jussari. Importante ressaltar que, como o crime ocorreu em 2005, apesar de Jussari hoje pertencer à Comarca de Buerarema, todos os procedimentos investigatórios estão vinculados à Vara do Júri de Itabuna, tendo em vista que já haviam sido ordenadas diligências pela Vara do Júri de Itabuna. Por determinação do Tribunal de Justiça da Bahia, na Comarca de Itabuna se processará todos os atos jurídicos concernentes ao homicídio de Valdenor Cordeiro.

Valdenor Cordeiro havia tomado posse como Prefeito de Jussari no dia 01.01.2005 e foi assassinado no dia seguinte. Sua casa havia sido reformada e estava arrumada para que ele pudesse começar a morar lá: nos autos, testemunhas que depuseram confirmam este fato.
Interessante destacar, que quando foi encontrado o corpo da vítima, o imóvel estava bastante bagunçado, com muitas coisas quebradas e fora do lugar. A empregada doméstica que trabalhava na casa assevera que, cerca de dois meses após o crime, encontrou uma seringa em cima do forro da casa, e, em outro depoimento, diz que em cima da mesa de madeira que fica na área, foi encontrado uma poça de urina, sendo que não existia animal doméstico na casa.

A principal testemunha ouvida no decorrer do inquérito – Valdelice de Jesus Maciel, que era empregada doméstica de uma casa localizada nos fundos da casa da vítima e que depôs por várias vezes, sempre afirmou que, na tarde em que Valdenor Cordeiro foi encontrado morto, ela viu 06 pessoas pulando o muro da rua para dentro da casa da vítima, momentos antes em que Valdenor foi encontrado morto.

Foi comprovada a presença de intensa quantidade de  vários tipos de veneno na casa da vítima – relatada pelos peritos minuciosamente no laudo pericial – em vários locais da casa, a saber: armário da cozinha, nos fragmentos de vidro que estavam ao lado da cama onde estava vítima e na camisa encharcada de veneno.
Os peritos relatam no laudo pericial, que havia um copo quebrado no chão e que, sendo o material compacto do copo, o mesmo não quebraria sem ser arremessado: o mesmo copo onde foi encontrado substância agrotóxica. O laudo também diz foi encontrada uma escoriação cutânea no punho da mão direita da vítima.

Foi encontrado no bolso da vítima, um bilhete, onde se lê o nome de políticos locais que tinham inimizade com a vítima – tal bilhete é relatado e fotografado na perícia, podendo-se ler os referidos nomes. Observe-se que entre os nomes ali contidos, um deles é o de uma das 06 pessoas que a testemunha Valdelice disse ter visto saído da casa da vítima na tarde do crime.
Em uma fita que está no inquérito, se vê um corte no lábio da vítima e no supercílio, sendo que, no dia anterior e no dia do óbito, a vítima havia sido vista publicamente nos atos de sua posse sem nenhuma desta lesões.

No dia 20 de dezembro de 2004, 13 dias antes do crime, Valdenor Cordeiro prestou queixa na Delegacia Regional de Polícia de Itabuna contra duas das pessoas que foram vistas pela testemunha Valdelice saindo da casa após o crime, por que estes o tinham ameaçado de morte. Inclusive a vítima deu entrevista em rádio AM nesta cidade de Itabuna em dezembro de 2004 acerca destas ameaças. Tais ameaças também são relatadas por uma testemunha no inquérito.

Um dos 06 que foram vistos pulando o muro da casa da vítima na tarde do crime, por 04 vezes no mesmo mês do fato necessitou ser atendido em clínica de oftalmologia na cidade de Itabuna. A suspeita dos familiares da vítima de que esta pessoa foi atingida em seu olho por veneno pela vítima quando do crime, se deu pelo fato de que por algum tempo após o fato, a citada pessoa foi vista sempre de óculos escuro por todo o tempo.

Uma outra testemunha ouvida, assevera que houve um desafeto político da vítima que o xingara e o ofendera bastante após a eleição por não ter sido indicado para cargo de alto escalão da nova gestão que se iniciaria. A referida testemunha também asseverou que um dos 06 suspeitos de terem sido vistos saindo da casa da vítima, contava vantagem publicamente que tinha matado o grandão, referindo-se ao prefeito da cidade: a vítima.

 A testemunha Valdelice de Jesus Maciel que depôs por várias vezes, sempre afirmou que, na tarde em que Valdenor Cordeiro foi encontrado morto, ela viu 06 pessoas pulando o muro da rua para dentro da casa da vítima, momentos antes em que VC foi encontrado morto, identificando estas pessoas como sendo: Josivaldo de Almeida Cabral, José Guimarães, Raimundo de Souza do Carmo – apelidado de Bemtivi, Simão Cavalcante Lucas, Roni e Tamar Monteiro. Diversas testemunhas que depuseram também confirmaram alguns aspectos em torno de tal fato. Destes 06, um é o atual Secretário de Administração do Município de Jussari – José Guimarães e dois são guardas municipais: Roni e Bentivi – Raimundo de Souza do Carmo.
Texto: Advogado Davi Pedreira. Informações do Plantão Itabuna.

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